Bike Kitchen – DYI de conserto de bicicletas

quinta-feira, março 11, 2010 por Priscilla Santos

O detetive particular Jessie Basbaum e a pesquisadora de laboratório de imunologia Catherine Hartzell abriram em 2003, em San Francisco, o Bike Kitchen, espaço onde mecânicos-voluntários ensinam a consertar e até construir bicicletas usando materiais usados doados por lojas de bikes ou outras pessoas. É um espaço totalmente composto por voluntários e que se recusa deliberadamente a fazer serviços pagos. “É parte de nossa política não fazer consertos por dinheiro, estamos aqui para ensinar as pessoas a fazer os reparos por elas mesmas”, disse Hartzel no livro Nowtopia, de Chris Carlsson. O San Francisco Bike Kitchen é apenas um exemplo de Do-It-Yourself shop no mundo das bikes nos EUA. Essa proposta também existe em cidades como Los Angeles e Washington. A coisa por lá está indo tão longe que em Tucson, Arizona, menores de idade presos podem pagar por suas infrações se matriculando no chamado Earn-a-Bike Program – programa de voluntariado em que se aprende a construir ou restaurar uma bicicleta (o SF Bike Kitchen tem um desses, veja no vídeo!). O livro Nowtopia descreve o cumprimento da pena assim: as crianças precisam selecionar uma bike quebrada em uma sala com mais de mil delas e aprender a trazê-las de volta à vida. Uma vez que a bicicleta foi propriamente reconstruída e melhorada, o menino ou menina completou sua sentença e deve subir na bike (a mesmissima!) e ir para casa. Awesome!

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Transforme o lixo caseiro em adubo!

segunda-feira, fevereiro 1, 2010 por Marcia Bindo

Eu cultivo minhocas. Eu sei, pode parecer meio estranho, para alguns até nojento. Mas elas são ótimas, comem meu lixo orgânico – resto de comida, talos de verduras, legumes, cascas de frutas – e depois fazem cocô húmus, que é um baita adubo (e até caro se você for comprar em lojas) que eu uso para fertilizar meus canteiros e mini-horta. Para quem mora em casa e tem um pedaço de terra vale muito a pena. Eu comprei  o Minhocário (essa peça de plástico com três gavetas) na Minhocasa, o kit vem com o compartimento do meio com terra e algumas minhocas. Conforme você vai colocando o lixo orgânico elas vão se multiplicando (vocês já devem saber que minhocas são seres bissexuais, então se proliferam a valer).  Claro que dá um certo trabalho, você tem que misturar os restos orgânicos com um pouco de folhas secas do jardim ou ainda pedaços de jornais. As minhocas adoram tudo isso. Com o tempo elas vão ocupando a gaveta de cima (tem uns buraquinhos para elas passarem). E a gaveta de baixo fica o xurume, o liquido que é gerado na decomposição desses materiais, é só abrir a torneira e pegá-lo para usar também como fertilizante – o vídeo acima explica tudo direitinho). Gente, é até divertido e eu juro, não tem cheiro ruim, isso é mesmo impressionante. Agora, se você decidir saiba que tem que botar a mão na terra, cuidar do jardim – e não esquecer de alimentar a minhocada. Serviço: O pessoal do Minhocasa é de Brasília, mas eles vendem pela internet – minhocasa@gmail.com

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Mostra Paperpack abre amanhã na Cartel 011

sexta-feira, janeiro 29, 2010 por Priscilla Santos

Amanhã a partir das 16h acontece a abertura da mostra Paperpack na Cartel 011, espaço de exposições encontros e eventos em Pinheiros – ou, como eles se auto-definem, um “recipiente multidisciplinar” para promover a expressão plural no âmbito das artes, design, arquitetura/ decoração, tecnologia, moda, fotografia, música, comunicação e gastronomia. A mostra reflete sobre as formas de reciclagem do papel e sua função na sociedade a partir da exploração artística dessa matéria-prima tão comum em nosso cotidiano. Estarão à mostra mini-esculturas de Bruno Honda e Carlo Giovani. Bruno (de quem já falamos aqui) reaproveita embalagens usadas, como tubos de papel higiênico e caixas de eletrodomésticos para criar suas “pessoinhas retrorrecicladas”, como ele diz. Já Carlo Giovani usa o papel como estrutura para objetos e personagens tridimensionais (foi ele quem fez um elefante de papel reciclado para uma nota que fiz para a revista Vida Simples, sobre papel feito a partir de fibras encontradas na caca de elefantes, na Tailândia, dá uma olhada aqui). A mostra é uma parceria entre a Cartel 011, a Mojo Design e o Projeto Cabine de lançamento de novos artistas. A abertura vai ser em clima de festa, com os DJs Cabine DJs (Beta Harada, Gui Simas e Marcus Ferrer), Rosana Rodini, Chantal e Roque Castro. A foto acima é de trabalhos de Carlo Giovani, a debaixo é de Bruno Honda.

Sábado, 30 de janeiro, das 16h às 22h. Rua Artur de Azevedo, 517.  (11) 3081-4171. Visitação até 20 de fevereiro (exceto carnaval), de segunda a sábado, das 10h às 21h.

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Fernando de Noronha: lixo e geração de energia

quinta-feira, janeiro 7, 2010 por Priscilla Santos

Em Noronha, a água usada nas casas e pousadas é toda proveniente da dessanilização de água do mar. O que faz com que o racionamento seja propagado aos quatro ventos. Todo o lixo gerado na ilha é reciclado. Há lixeiras de coleta seletiva espalhadas por todo canto – das praias às ruazinhas das vilas. O vidro é triturado, transformado em areia e doado à população para ser usado em construções e reformas (que precisam de aprovação da administração da ilha para acotecerem, o que não é nada fácil de conseguir). Papel, plástico e cia vão para a indústria da reciclagem em Recife. Surpresa: o lixo orgânico é 100% compostado (inclusive, tive a experiência de passar mais de uma vez em frente ao centro de compostagem, facilmente identificado pelo cheirinho), vira adubo, doado para o plantio na época de chuva. Já a energia elétrica decepciona. Vem de uma termoelétrica local que utiliza biodiesel. Mas preste atenção na foto acima. No canto direito, ao fundo, você pode ver uma turbina eólica quebrada. Um guia turístico me conta que até cerca de um ano atrás, 10% da eletricidade da ilha vinha do moinho doado pelo governo dinamarquês e avaliado em nada menos que 10 milhões de euros. A história que ele conta é que, sabe se lá porque, um funcionário da companhia energética pernambucana mandou desligar o moinho em uma época em que tradicionalmente Noronha é atingida por raios e trovões. Resultado: um raio atingiu o moinho e o danificou (duas pás quebraram). O moinho nunca foi (e, pelo preço, nem deve ser) reparado.

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Embalagens descartadas voltam às gôndolas

segunda-feira, novembro 23, 2009 por Priscilla Santos

Eis aqui uma ação que se aproxima da ideia de fechar o ciclo de vida de um produto de uma forma menos onerosa ao meio ambiente: os materiais recicláveis descartados nos postos de coleta e caixas verdes das lojas do Pão de Açúcar voltam às prateleiras em forma de embalagens da Taeq, linha de produtos com apelo de bem-estar e sustentabilidade pertencente ao grupo. O projeto acaba de ser lançado, primeiramente no estado de São Paulo, e ganhou o nome de Logística Reversa Taeq – já que as embalagens descartadas fazem o caminho de volta às gôndolas. Por enquanto, inclui os cartuchos feitos de papel cartão,  mas a promessa é logo expandir para o uso de outros materiais, como metais e vidros. O processo é assim: o material coletado é encaminhado para a cooperativa de catadores Vira-Lata, responsável pela triagem (que vemos na foto acima). Depois, as aparas são transformadas em papel, que vai para a indústria gráfica responsável pelas embalagens para as linhas de chás e barrinhas de cereal orgânicos, cama, mesa, banho, sabonete em barra. Segundo a marca, as embalagens longa-vida já eram feitas com 50% de papel reciclado. Agora será 100%. Normalmente, as grandes empresas no Brasil se preocupam com o impacto ambiental de sua produção e, quiçá, distribuição. Tomar conta do que acontece com seu produto no pós-uso é bem incipiente por aqui – e mais ou menos o compromisso que o grupo Pão de Açúcar assume com esse projeto. Espero que dê certo – e que venham outros! Da nossa parte, podemos contribuir deixando embalagens recicláveis por lá.

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I want your garbage: um projeto de Bruno Honda

quarta-feira, novembro 18, 2009 por Priscilla Santos

O diretor de arte, ilustrador, pai e viciado em futebol Bruno Honda quer os seus tubinhos finais de papel higiênico, embalagens de xampu, desodorantes e afins, caixas de papelão (também das grandonas onde vêm TVs ou geladeiras), coisas quebradas (relógios, radinhos, telefones), bibelôs feios e até mobílias. ELe quer o seu “lixo”. Para retroreciclar. Bruno usa as superfícies de caixas e embalagens para fazer ilustrações e criar personagens, que irão para uma mostra em dezembro – daí a campanha para ajudá-lo a econtrar o máximo de matéria-prima até lá. Sem querer ser ecochato, há um tempo atrás, ele também lançou o projeto “Um Copo por Dia”. Foi assim: conversando com a copeira da agência em que trabalha, descobriu que só ali eram consumidos cerca de 15mil copinhos plásticos para água (sem contar os de cafezinho) a cada mês, o que dá uma média de 8 copos por pessoa por dia. Decidiu, então, fazer a parte dele: usa somente um copo por dia. Para marcá-los, desenha em todos eles em um tempo máximo de 90 segundos . Veja aqui um vídeo sobre o processo. Ah, para doar seu garbage, escreva para:

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Cidade do México tem composteira de cocô de cachorro

domingo, outubro 4, 2009 por Priscilla Santos

Vejam que ideia genial: no parque España, no agradabilíssimo bairro Condessa, na Cidade do México, topei com essa composteira para cocô de cachorro. Sensacional. Enquanto nós ainda estamos fazendo campanha que os donos catem o cocô de seus cãozinhos, a administração do parque foi além: basta colocar as cacas num saquinho e jogá-las na composteira. Enquanto descansava de tarde de andanças pela cidade, testemunhei a cena registrada abaixo: o dono vem com seu simpático cachorro com um saco plástico de cacas (repare na mão dele) e as deposita na composteira. Uma ideia para se copiar. Aproveitando a deixa, outras imagens inspiradoras do bairro Condessa podem ser vistas na continuação da matéria: também no Parque España balanços tamanho baby e, nas ruas, calçadões cobertos de árvores e salpicados por bancos públicos – no lugar de estreitos canteiros centrais.

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Recicle seu celular

quinta-feira, maio 28, 2009 por Marcia Bindo


Você também não sabe o que fazer com seu celular velho, aquelas baterias todas que sobram – e até os carregadores? Olha só essa campanha que o IPE – Instituto de Pesquisas Ecológicas está promovendo em parceria com a operadora Vivo para coleta e reciclagem dos aparelhos. As pessoas depositam o material num posto de coleta (em qualquer loja da Vivo) e o dinheiro arrecadado com a venda dele vai para os projetos dessa ONG socioambiental – são projetos de proteção do Mico-leao-da-cara-preta, Mico-leao-preto e Nascentes Verdes Rios Vivos.  Serviço: veja os endereços das lojas no site: www.ipe.org.br/html/vivo.asp.

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Pão de Açúcar distribui sacolas mais resistentes

quinta-feira, fevereiro 12, 2009 por Priscilla Santos

A partir desse sábado, quem fizer compras no Pão de Açúcar vai receber essa sacolinha aí da foto, que aguenta até seis quilos, em vez dos 4,5 quilos da versão anterior. Cabe mais produto em uma só unidade e ainda evita a sobreposição de duas ou três sacolinhas para carregar uma garrafa de vinho, por exemplo. A promessa é que será possível colocar duas garrafas de dois litros ou um pacote de arroz de 5 quilos em uma única sacola plástica. Com a iniciativa, a rede pretende reduzir em até 20% o número de embalagens descartáveis distribuídas nas lojas. No início da campanha, que estreou em caráter experimental em nove lojas do Pão de Açúcar ano passado, 26% dos consumidores usavam a sacola até sua capacidade máxima. Hoje, o percentual ultrapassa os 60% e a expectativa é que, já já, chegue a 80%. Mas, bom mesmo, é levar a sacola retornável, de plástico ou pano – certamente, as mais resistentes. Ou ainda, reaproveitar a sacola plástica, como muitas pessoas fazem em países da Europa. Na Espanha, por exemplo, onde as sacolinhas, além de resistentes, são pagas, é comum elas serem usadas para mais de uma compra. Conheça outro projeto do Pão de Açúcar de que já falamos aqui, o Caixa Verde.


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Caixa verde: passe e deixe as embalagens

terça-feira, novembro 11, 2008 por Priscilla Santos

Quantas embalagens você joga no lixo logo ao chegar do supermercado? A do creme dental é uma delas. Fico pensando: qual a utilidade da caixinha de papelão se o produto já vem em um tubo plástico ou metálico? O mesmo acontece com alguns alimentos que são envoltos em plásticos e, depois, em caixas ou bandejas de papel. Embalagens são necessárias para proteger os produtos, obviamente. Mas, se algumas são dispensáveis, por que não dispensá-las imediatamente? Por isso, o supermercado Pão de Açúcar acaba de ampliar para mais três lojas (Morumbi, Ricardo Jafet e Washington Luis) sua oferta de Caixas Verdes – caixas comuns, onde você passa e paga as compras, com a diferença de que há ali um contêiner para o descarte imediato de embalagens recicláveis. O material é doado à cooperativas de catadores, possibilitando, assim, a chamada reciclagem pré-consumo. O primeiro Caixa Verde da rede Pão de Açúcar começou a funcionar em fevereiro em uma loja próxima à avenida Indianópolis e já arrecadou cerca de 32 mil ítens. Veja os demais endereços na continuação da matéria.

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