Outro jardim botânico, o de BH

terça-feira, maio 18, 2010 por Priscilla Santos

Outro dia falei aqui sobre minha visita ao lindíssimo e bem cuidado jardim botânico de São Paulo, que fica no Parque do Estado, na capital. Como passei esses últimos dias em Belo Horizonte, minha cidade natal, decidi que tinha que contar a vocês que, apesar de tímido, pouco afamado, o jardim botânico de Belo Horizonte também merece, e muito, ser visitado. Aliás, BH tem dois jardins botânicos: um primeiro próximo ao zoológico da cidade, como o de São Paulo. Mas é ao segundo a que me refiro, o Jardim Botânico da UFMG, que fica na mesma área do Museu de História Natural da universidade. Já estão aí dois motivos para visitar o espaço: bela área verde, com espécies usadas nos estudos de biólogos e botânicos, e um museu com vestígios de esqueleto, artefatos de cerâmica, telescópios para se admirar o céu à noite, planetário…Olha que não é em toda cidade que se encontra um museu dedicado à paleontologia, arqueologia e astronomia dessa forma. O jardim não está tão nos trinques quanto o de São Paulo. Mas quanto mais visitantes tiver, mais chances tem de se revitalizar – e o número de visitas praticamente triplicou nos últimos anos graças à programação animada (acima, um concerto no rústico anfiteatro, à meia-sombra das árvores). A fauna é outro atrativo. Mesmo próximo ao movimento das edificações, é comum se deparar com cotias correndo pelo caminho. Nas trilhas nas matas, são os micos que aparecem (fotografei um em minha visita, veja na continuação da matéria). Fica lá também o (esse sim famoso) Presépio do Pipiripau, bela visita para fazer com as crianças.

Antes de ser museu e jardim, a imensa área e suas edificações formavam a Fazenda Boa Vista, da família Guimarães. No início do século 20 passou ao estado e virou estação experimental agrícola. O Palacinho (que se vê acima) foi palco de importantes decisões políticas e histórias amorosas nos tempos em que serviu de casa de descanso para figurões do estado. Hoje, centro de estudos e referência cartográfica, guarda tantas história de gabinete e de cama que seus casos vão render um livro, que será lançado pela editora da UFMG em breve. Serviço: r. Gustavo da Silveira, 135, Santa Inês. De terça a sexta, das 9h às 12h e de 13h às 16h, sábados e domingos, das 10h às 17h. Entrada: R$ 4. Veja aqui como chegar de transporte público.

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Multa moral, uma ideia sensacional

segunda-feira, maio 17, 2010 por Marcia Bindo

Cansados de ver as árvores da Zona Oeste sofrendo e também indignados diante da falta de cidadania em geral, uma pequena confraria de moradores da Vila Madalena colocaram no ar o blog Árvore da Vila para semear o respeito pela natureza na cidade. Criaram também esta”multa moral” acima, para quem quiser imprimir e dar uma bela lição de bons modos aos infratores urbanos. Como eles dizem no blog: “Antes de haver gente, a Vila Madalena era lugar de árvores, passarinhos e outros bichos. Depois fomos ocupando tudo – e ainda estamos em obras! Claro, dá pra fazer isso de uma maneira razoável, respeitando a natureza sobrevivente, os outros e o restante. Dai a Árvore da Vila, inspiração pra se criar algo melhor para o bairro, seus moradores, visitantes, cientistas e astronautas. A continuação da história, naturalmente, virá pelo caminho”. Entre no site, participe dessa história.

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Jardim Botânico: o éden da pauliceia

segunda-feira, maio 10, 2010 por Priscilla Santos

Num fim de semana desses últimos ensolarados, fui visitar pela primeira vez o Jardim Botânico de São Paulo. Fica dentro do Parque do Estado, na zona norte da cidade (gente, é na zona sudeste, como corrigiu a leitora Daniela no seu comentário a esse post), longe para mim. Mas deu para chegar bem perto descendo em uma das novas estações de metrô, a Santos Imigrantes, na linha verde, e pegando um táxi (depois, descobri que descendo na Parada São Judas, linha azul, é ainda mais fácil, pois dali saem 3 ônibus com direção ao zoológico e ao Jardim Botânico). Logo na entrada do parque,  já é possível perceber o esmero com o cuidado do local. Um pergolado à direita, totalmente coberto por folhas e flores me chama a atenção. Mais adiante, há uma alameda de palmeiras que se atravessa por uma ponte-deque de madeira – abaixo, um riacho. O barulhinho d’água e a umidade do verde já nos muda de clima – literalmente. Dali é possível ver o restaurante, com plantas pendentes do teto semi-aberto. Almoçamos ali, comida caseira gostosa, nada sofisticado, mas a bom preço.

Seguindo pelas palmeiras, caímos no Jardim de Lineu. Momento de tirar o fôlego. Uma imagem daquelas que se vê em capas de livros-coletâneas dos jardins botânicos mais belos do mundo: gramados bem aparados cercados por arbustos milimetricamente cortados antecedem duas estufas de plantas (na foto abaixo, o interior de uma delas), belíssimas por fora, mas ainda mais surpreendentes por dentro, com seu calor abafado que dá vida à diversas espécies tropicais. Nas laterais do Jardim do Lineu, duas lindas escadarias que dão passagem à trilhas na mata.

Indo mais adiante, depois que se passa pelo orquidário, está o Lago das Ninfeias (foto abaixo). O sol incidia uma luz inclinada, que fez brilhar as plantas flutuantes sobre a água. Crianças se balançavam no cipó, pessoas descansavam na grama. Na lateral, há belos caminhos. Um deles, abre espaço para uma alameda de bambus, um verdadeiro túnel. Mais adiante, há entrada para várias trilhas na mata, que infelizmente não pudemos adentrar, pois estavam interditadas pelas chuvas antecedentes. Sendo assim, acho que terei que voltar para conhecer o caminho que passa pela nascente do riacho Ipiranga, onde foi proclamada e República do Brasil. Além de embelezado pela natureza o local é histórico. A nascente esteve encoberta por tempos, mas foi colocada à mostra graças a uma mais ou menos recente reforma. Pelo caminho, também há espaços expositivos para mostras de arte ligada à botânica. Um delicioso passeio para um domingo. Serviço: Jardim Botânico de São Paulo. Av. Miguel Estéfano, 3031, Água Funda, (11) 5073-6300. De terça a domingo e feriados, das 9h às 17h. Ingresso: R$ 3.

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Lançamento Guia de Parques de SP

quinta-feira, fevereiro 25, 2010 por Marcia Bindo

Você sabia que existem quase 50 parques municipais em São Paulo? Não? Então tá na hora de conhecer mais a cidade. Neste sábado a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente lança a segunda edição do Guia de Parques Municipais de São Paulo, de manhã no Parque Buenos Aires, onde haverá distribuição dos livros. A tiragem é limitada e quem comparecer ao evento levará um exemplar para casa. O livro, de 193 páginas, é ilustrado com fotos, mapas e traz informações sobre fauna, flora e infraestrutura  de cada área. Após o lançamento, o Guia também estará online no site da Secretaria. A primeira edição do Guia dos Parques foi lançada em 2007, com informações sobre 32 parques municipais. A nova edição tem 58 parques e destaca importantes conjuntos de parques que estão sendo implantados para preservar os mananciais de São Paulo na região da orla da Guarapiranga e na borda da Cantareira. Outra novidade desta edição do guia é a informação sobre as linhas de ônibus que circulam proximamente aos parques, para facilitar o acesso. Além de contribuir para o paulistano conhecer mais os parques da cidade, o guia é um registro da expansão destas áreas verdes nos últimos anos. Serviço: Lançamento do Guia dos Parques vol. 2. Data: 27 de fevereiro Horário: 10h Local: Av. Angélica, s/n (altura do n°1500) – Higienópolis – Parque Buenos Aires

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Café da manhã no Parque da Água Branca

quinta-feira, janeiro 28, 2010 por Priscilla Santos

Coisas boas da vida merecem ser lembradas (e feitas) sempre. Já falamos aqui de feiras-livres orgânicas, com destaque para a que acontece no Parque da Água Branca, ali meio Perdizes meio Barra Funda, toda terça, sábado e domingo pela manhã. Nesse último fim de semana estive por lá, atraída não pelas verduras, legumes e frutas fresquinhas orgânicas à mostra dentro de um galpão. Mas pelo que estava ali na frente: a barraquinha com delícias de café da manhã, uma saborosa extensão da feira. Tiha bolo de fubá, de mel, especiarias…Pão de milho, pão integral, pão com grãos. IOgurte, suco de figo, de uva, de banana com maracujá. Cafezinho com leite. Pasta de queijo quark com ervas. Tudinho orgânico, claro. O café da manhã completo para duas pessoas custa R$ 27. Mas você também pode pedir os itens separadamente. Ao gosto do freguês. Café da manhã da feirinha do Parque da Água Branca. Terças, sábados e domingos, das 7h às 12h.

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Especial Fernando de Noronha: o mar, os bichos

terça-feira, janeiro 5, 2010 por Priscilla Santos

Feliz ano novo para vocês! Para começar 2010 no clima total de verão, confira essa semana aqui um mini-especial sobre Fernando de Noronha, onde passei o Natal – junto com tartarugas, golfinhos e até tubarões. Para começar, a primeira coisa que nos vem a cabeça quando pensamos nesse arquipélago distante mais de 500 quilômetros de Recife: o mar e os bichos. Logo que se desembarca na ilha (aliás, a chegada merece um parêntesis: não sei se por necessidade ou por charme, o voo da Gol dá uma volta na ilha antes de pousar. É muito emocionante. Quando a aeronave se aproxima, olhando da janela, o único que se vê é um oceano azul infinito. De repente, o avião se inclina para a lateral e é possível ver o arquipélago inteiro, bem abaixo de nossos olhos. Parece que estamos chegando em uma ilha perdida). Voltando: no aeroporto se paga uma taxa ambiental de cerca de 30 reais por dia de estadia. Para entrar na pousada, é preciso levar o comprovante. De cara, os guias já explicam que deixar lixo pelas trilhas ou pisar em corais acarreta em multas altíssimas. Por isso, na Baía do Sueste, um dos melhores locais para mergulho com snorkel, é obrigatório entrar com colete flutuante para não pisar nos corais no fundo do mar (isso na área permitida, pois no canto esquerdo da praia não se pode nadar). Também recomenda-se não gritar “olha a tartaruga!” ou afins para não assustar os bichos. Aliás, em quase todas as praias há placas dizendo que é proibido perseguir ou molestar os animais. Acima, pássaros na Baía do Sancho. Abaixo, Baía dos Golfinhos.

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Cidade do México tem composteira de cocô de cachorro

domingo, outubro 4, 2009 por Priscilla Santos

Vejam que ideia genial: no parque España, no agradabilíssimo bairro Condessa, na Cidade do México, topei com essa composteira para cocô de cachorro. Sensacional. Enquanto nós ainda estamos fazendo campanha que os donos catem o cocô de seus cãozinhos, a administração do parque foi além: basta colocar as cacas num saquinho e jogá-las na composteira. Enquanto descansava de tarde de andanças pela cidade, testemunhei a cena registrada abaixo: o dono vem com seu simpático cachorro com um saco plástico de cacas (repare na mão dele) e as deposita na composteira. Uma ideia para se copiar. Aproveitando a deixa, outras imagens inspiradoras do bairro Condessa podem ser vistas na continuação da matéria: também no Parque España balanços tamanho baby e, nas ruas, calçadões cobertos de árvores e salpicados por bancos públicos – no lugar de estreitos canteiros centrais.

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Parque Buenos Aires: aniversário com arte contemporânea

terça-feira, setembro 15, 2009 por Priscilla Santos

Até o fim de setembro será comemorado o aniversário do Parque Buenos Aires, em Higienópolis, que já é um vovô de 96 aninhos. O grande presente para o parque – e seus frequentadores – são as instalações de oito artistas espalhadas por seus 25 mil metros quadrados formando a primeira ocupação de arte contemporânea em um parque urbano da cidade. O conjunto das obras de Guto Lacaz, Dário Bicudo, Fernanda Eva, Bebaprafrente, Monique Allain, Fernanda Cobra, Regina de Barros e Sandra Martinelli chama-se Oxigênio. A proposta é que as obras dialoguem com o parque. Guto Lacaz vai colocar livros flutuantes na água; Dácio Bicudo vai montar uma arquitetura aérea com fitas. Há bichos recortados de Fernanda Eva e jogo de amarelinha de Bebaprafrente. Leia um pouco sobre a história do parque, que surgiu como uma praça, na continuação da matéria. Serviço: Parque Buenos Aires. Avenida Angélica, s/n, Higienópolis. Intervenções artísticas de aniversário: até 30 de setembro. Projeto Teatro nos Parques, com a peça “Esses Meninos Esquisitos e suas Histórias Maravilhosas”, no dia 13/09 às 15h, show Guy Sasso, no dia 20/09, às 10h e às 16h (nessa data será servido bolo de aniversário), show Mecenas, no dia 27/09 às 11h.

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Eba! Inauguração da Ciclofaixa de lazer

domingo, agosto 30, 2009 por Marcia Bindo

Amigos, aqui vai uma notícia ensolarada: foi inaugurada nesta manhã de domingo um circuito só para bicicletas -  a Ciclofaixa de Lazer, que interliga os Parques do Povo, Parque do Ibirapuera e o Parque das Bicicletas. Uma sacada genial. Os ciclistas agora podem ir de um parque a outro com a maior segurança, e ainda curtir as ruas da cidade de bike.  Na foto, gente, até o Raí participou do evento com a filha na garupa!  Pra dar segurança, o percurso foi pintado no solo e tem sinalização de placas, cones, e faixas para educação e orientação dos motoristas. Dá uma baita alegria ver iniciativas como essa sendo feita. Na inauguração tinham 10 mil bicicletas – leve a sua lá.  Serviço: Projeto de parque em parque sempre de bike -  aos domingos, das 7h às 12h, ao longo de 5 km. Confira neste link do site do Bradesco, aque apoia o projeto, o mapa da rota da Ciclofaixa.

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31ª Festa das Cerejeiras neste domingo

quarta-feira, julho 29, 2009 por Priscilla Santos

Acontece neste domingo, 02 de agosto, a partir das 10h da manhã, a 31ª Festa das Cerejeiras no Parque do Carmo, zona leste de São Paulo. Para comemorar a florada das cerejeiras, durante todo o dia haverá apresentações culturais e serão oferecidos quitutes japoneses e brasileiros em barraquinhas. No ano passado (gente, este Guia já completou um ano!!!), falamos da festa aqui e foi um post de grande sucesso. Muita gente aparece no site para ler sobre a festa, o que me leva a crer que o evento é mesmo um grande sucesso. Se depender da belezura das flores de cerejeiras pode apostar que sim. O Parque do Carmo tem um bosque com 1.200 pés de cereja. A Sakura, como é conhecida, é a árvore símbolo do Japão, onde significa felicidade. Sua floração é comemorada com a chegada da primavera (Haru) e o fim do inverno (Fuyu). Também é tradição que grupos se formem embaixo das árvores para observar o nascimento das flores, costume chamado de Hanami, em japonês. Serviço: 31ª Sakura Matsuri, ou Festa das Cerejeiras. Domingo, 02 de agosto, a partir das 10h, no Parque do Carmo, Avenida Afonso de Sampaio e Souza, 951, Itaquera. Metrô: Corinthians-Itaquera. A entrada é franca. Informações: (11) 2748-0010.

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