La Cocina: incubadora de micro-negócios de alimentação

segunda-feira, março 15, 2010 por Priscilla Santos

Quando li em um guia de San Francisco sobre a La Cocina, minha primeira vontade era ir lá comer! Na resenha diminuta, fiquei sem entender se o projeto tinha um restaurante. Entrei no site e vi que não. Mesmo assim quis ir até lá. Mandei um email e disseram que era só passar. A La Cocina é uma organização sem fins lucrativos que oferece uma cozinha industrial (sustentável!) para mulheres de baixa-renda, especialmente imigrantes, desenvolverem seus micro-negócios na área de alimentação. A ONG também promove consultorias em 5 frentes: produto, marketing, operação, finanças e vendas. Na área de marketing, por exemplo, auxiliam na criação de marca, logo, cartão de visitas, presença on line… Recentemente a organização fez um workshop sobre o uso de mídias sociais como Twitter e Facebook para aumentar as vendas. A assistência na área de operação inclui formalizar os negócios, ou seja, conseguir licenças, registrar funcionários etc. Agora, o mais bacana é que todo esse instrumental de conhecimento vem de trabalho voluntário! Não pense que a La Cocina tem uma meeega equipe com pessoas da área de finanças, RH, designers gráficos etc. São voluntários que fazem toda essa parte. O objetivo de toda essa gente é que os negócios cresçam, se tornem auto-sustentáveis e sigam adiante por conta própria. Foi o que aconteceu com o Kika’s Treats, da brasileira Cristina Besher. A empresa de cookies e pães de mel foi um dos projetos de sucesso incubados no La Cocina. Dá uma olhada na graça dos produtos da Kika no site de sua marca-própria. Repare que 5% do lucro é doado para o La Cocina.

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Bike Kitchen – DYI de conserto de bicicletas

quinta-feira, março 11, 2010 por Priscilla Santos

O detetive particular Jessie Basbaum e a pesquisadora de laboratório de imunologia Catherine Hartzell abriram em 2003, em San Francisco, o Bike Kitchen, espaço onde mecânicos-voluntários ensinam a consertar e até construir bicicletas usando materiais usados doados por lojas de bikes ou outras pessoas. É um espaço totalmente composto por voluntários e que se recusa deliberadamente a fazer serviços pagos. “É parte de nossa política não fazer consertos por dinheiro, estamos aqui para ensinar as pessoas a fazer os reparos por elas mesmas”, disse Hartzel no livro Nowtopia, de Chris Carlsson. O San Francisco Bike Kitchen é apenas um exemplo de Do-It-Yourself shop no mundo das bikes nos EUA. Essa proposta também existe em cidades como Los Angeles e Washington. A coisa por lá está indo tão longe que em Tucson, Arizona, menores de idade presos podem pagar por suas infrações se matriculando no chamado Earn-a-Bike Program – programa de voluntariado em que se aprende a construir ou restaurar uma bicicleta (o SF Bike Kitchen tem um desses, veja no vídeo!). O livro Nowtopia descreve o cumprimento da pena assim: as crianças precisam selecionar uma bike quebrada em uma sala com mais de mil delas e aprender a trazê-las de volta à vida. Uma vez que a bicicleta foi propriamente reconstruída e melhorada, o menino ou menina completou sua sentença e deve subir na bike (a mesmissima!) e ir para casa. Awesome!

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A verdadeira história do Critical Mass

terça-feira, março 9, 2010 por Priscilla Santos

Você deve conhecer a Bicicletada, pedalada que acontece toda última sexta-feira do mês, com saída na hora do rush da Praça do Ciclista, próxima à Paulista com Consolação. Pois é. O passeio de bike auto-organizado, sem líderes e roteiros pré-definidos, acontece no mesmo dia (desconte aí os fuso-horários) em mais de 200 cidades do mundo e começou em 1992 em San Francisco, onde é conhecido como Critical Mass. Quem estava lá no meio da gestão dessa história é Chris Carlsson. O cartão de visitas diz que Chris é escritor, historiador, designer e outras coisas mais. Eu o enxerguei como um ativista urbano com backgroud dos melhores nos EUA – Chris nasceu em Nova York, cresceu em Chicago e fez a vida em San Francisco. Entre seus vários “trabalhos” – coisas que ele não faz por dinheiro, mas por crença – estão passeios a pé e de bike por sua cidade. Conheci o Chris por intermédio de uma amiga, a Tati, que conviveu bastante com ele durante o ano sabático dela.  Fomos a um pico no meio da cidade de onde se tem uma vista de quase 360 graus de SAn Francisco – inclusive do que turistas, como eu, não veem. Foi nesse pano de fundo que gravei esse vídeo em que Chris conta de forma nada institucionalizada e sem meias-palavras como surgiu o Critical Mass, as transformações pelas quais o movimento passou e comenta as perseguições policiais, que voltaram à tona agora (aqui você econtra matérias da TV local sobre isso). Tudo isso intercalado com cenas da pedalada de fevereiro em San Francisco, de que participei. Dá uma olhada.

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San Francisco eco-comunitária em 4 vídeos

segunda-feira, março 8, 2010 por Priscilla Santos

Minha ausência nas últimas semanas teve um bom motivo. Estive na Califórnia passeando e conhecendo iniciativas super avançadas em sustentabilidade. A Marcia esteve lá no ano passado e já mostrou várias coisas bacanas em um especial aqui no blog. Essa semana vou postar um vídeo por dia, até quinta-feira, com um foco bem específico: trabalhos coletivos, comunitários e braçais, bem na linha do DYI ou “faça você mesmo”. O que mais me impressionou foi isso: menor impacto ao meio ambiente é básico, todo mundo já vive nesse caminho. O bacana é que há diversas ações de esforço coletivo. O senso de pertencimento à comunidade e o voluntariado estão fortes por lá, em iniciativas como as que vou mostrar aqui. A primeira delas é o Haye Valley Farm, uma fazenda urbana no meio da cidade. A prefeitura procurou uns caras que manjavam de hortas urbanas para montar um projeto no local. Estive lá numa quinta-feira à tarde – e veja quantos voluntários estavam lá! Cheguei meio tímida e o David (que você vai conhecer no vídeo) nem titubeou: se apresentou e lançou a pergunta que era quase uma afirmativa: “veio se juntar à nós hoje?” Afinal, por que mais eu estaria ali? Respondi: “yes”, ainda meio sem saber o que fazer. Mas é bem simples: pegar as ferramentas disponíveis e trabalhar. É trabalho mesmo. Claro que rola conversa, interação. Mas ninguém estava preocupado em saber de onde eu vinha, como os tinha encontrado. Eram dois braços a mais e isso era o que valia. Só descobriram que eu era uma brasileira em férias bem no finalzinho e agradeceram por eu ter ido ajudá-los. Trabalhei por 2 horas aquela tarde. Foi uma experiência bem legal que me rendeu uma bela dor nas costas no dia seguinte e me colocou num raro contato com o mundo tangível. Ah, a trilha sonora do vídeo é uma música que gravei num farm market em Santa Cruz, no litoral californiano, onde tocava uma bandinha bem divertida.

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Super Cool Market: compra, vende e doa – mas não é brechó

domingo, agosto 2, 2009 por Priscilla Santos

Na quarta-feira passada abriu as portas na Vila Madalena a Super Cool Market, uma loja em que você pode comprar, vender e doar roupas e acessórios. O Guia Verde foi até lá na segunda-feira antes da abertura para conferir. As peças são bem bacanas e com preços bons. No vídeo acima você conhece mais sobre a proposta pela voz das próprias idealizadoras. Uma delas você deve reconhecer, é a Carla Lamarca, ex VJ da MTV e atualmente na Fashion TV. Siga a Super Cool no TwitterServiço: Rua Purpurina, 219, Vila Madalena. (11) 3031-1663.

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Baraúna: móveis duráveis com madeira certificada

domingo, julho 26, 2009 por Priscilla Santos

O arquiteto Marcelo Ferraz, co-fundador da Marcenaria Baraúna, na Vila Madalena, fala sobre porque criar uma marcenaria como extensão de um escritório de arquitetura e sobre o futuro da madeira como uma matéria-prima ecológica. No videozinho, primeiro gravado no Brasil para este Guia!, você também vê imagens da loja e dos marceneiros trabalhando. Serviço: Rua Harmonia, 87. (11) 3813-3972.

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John Masters Organics: salão de beleza não poluente

domingo, julho 5, 2009 por Priscilla Santos

Para finalizar o especial Nova York aqui no Guia, uma entrevista com Brian Wallis, do John Masters Organics, marca de cosméticos e salão de beleza que se encontra entre os primeiros clean air salons do mundo. Clean air é a expressão que vem sendo usada para definir os salões que não usam produtos químicos que poluem o ar e fazer mal à saúde. O ambiente, além de charmoso, é também consciente: madeira de demolição foi usada no piso, prateleiras e mesas. A moldura dos grandes espelhos são, na verdade, portas reaproveitadas – aos fundos da casa ainda há um jardim que é puro deleite. Já os cosméticos possuem ingredientes orgânicos e óleos essenciais e estão livres de substâncias que podem fazer mal à saúde e ao planeta, como os já perseguidos parabenos, o detergente lauryl-sulfato de sódio, fragrâncias, corantes ou conservantes sintéticos e derivados de petróleo. Os produtos não são testados em animais e vêm embalados em caixas de papel 100% reciclado com impressão em tinta atóxica. Os cosméticos são distribuídos para 27 países (ainda não para o Brasil). Levei alguns para casa para testar. Entre meus favoritos ficaram o hidratante corporal de baunilha com laranja e o xampu 2 em 1. Resumo do vídeo na sequência da matéria.

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Boutique orgânica, mini Whole Foods e feira na Green Apple

quarta-feira, julho 1, 2009 por Priscilla Santos

Produtos de beleza, objetos para casa, camisetas de cânhamo e algodão orgânico emolduram o espaço em que o grande destaque, ao menos para meus olhos, foram as geladeiras cheias de delícias naturais, vegetarianas e orgânicas prontinhas para levar para casa (ou para serem entregues). Conversamos com a idealizadora da Organic Avenue. No vídeo acima, Denise Mari fala sobre o propósito de se abrir uma boutique de orgânicos e sobre como funciona a loja. Resumo: o vídeo está em inglês e não tem legendas. Mas vai aí um panorama do que Denise diz: a ideia é dar acesso às pessoas a um estilo de vida que já foi mais difícil de se seguir. Daí colocar em um ambiente só todo tipo de comida orgânica, raw e vegetariana. A casa mantém uma cozinha no subsolo onde são preparados massas fresca, saladas, sucos, refeições e sobremesas, que são estocados em 2 lojas em Manhattan. A história toda começou pela compaixão com os animais, mas Denise percebeu que isso não era para todo mundo. Então, para alguns a razão para seguir esse estilo de vida é o meio ambiente, para outras, a saúde. Mas as pessoas não precisam ficar elaborando mil razões para esse tipo de alimentação, elas apenas aproveitam a experiência, se deliciam com a comida e é isso! Serviço: 101 Stanton St. (Ludlow St), Lower East Side, 212-334-4593. 43 8th Ave., West Village. Vende pela internet.

Na foto acima, o mercado Earth Matters, que você conhece na sequência da matéria, onde também encontra uma galeria de fotos do Greenmarket (feira livre das boas, só com produtos sustentáveis) da Union Square.

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3 lojas em NY para comprar sapatos, roupas e presentes

terça-feira, junho 30, 2009 por Priscilla Santos

Terra Plana: a marca inglesa produz sapatos anatômicos e de design notável usando materiais reciclados como couro, espuma, garrafa pet e casca de arroz, que serve de base para solados. A marca garante que cada um de seus sapatos possui material reaproveitado. Na galeria de imagens na sequência da matéria assista a um videozinho do interior da loja. Serviço: 260 Elizabeth St (between Houston & Prince St), Soho, 212-274-9000.

Gominyc: essa é daquelas lojinhas fofas em que o próprio dono nos atende. Numa rua tranquila no East Village, oferece roupas, sapatos (as Melissas de plástico reciclado estão por lá!) e acessórios com algodão orgânico, materiais reciclados ou originários do comércio justo. O destaque são mesmo as roupas, elegantes e descoladas. O preço é salgadinho, uma peça ultrapassa facilmente os 200 dólares, como em muitas dessas lojas com quê de artesanal em Nova York. + fotos na sequência. Serviço: 443 E 6th St (between 1st Ave. & Ave. A), East Village, 212-979-0388.

Sustainable NYC: aqui se encontra de tudo um pouco: objetos para casa, roupinhas de bebê, sapatos, bolsas, livros, cadernos de anotações e até saboroso bolos e salgados vegetarianos, integrais e orgânicos em um café ao fundo da loja. Os produtos seguem a linha da produção local, orgânica, reciclada e proveniente de comércio justo. + fotos na sequência. Serviço: 147 Ave. A (9th St), East Village, 212-254-5400. Vende pela internet.

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The Big Green Apple: NY verde começa no Whole Foods

segunda-feira, junho 29, 2009 por Priscilla Santos

Estive em Nova York nas últimas duas semanas e vi muitas coisas verdes bacanas por lá. Muitas mesmo. E vou falar um pouco sobre elas em posts ao longo dessa semana. Começo dando um gostinho de como é o supermercado Whole Foods, num post que também marca a estréia neste Guia dos vídeos de produção própria. No filminho aí acima você assiste a um tour pela loja do Lower East Side. Foi o máximo que consegui mostrar até que um funcionário se aproximasse de mim e dissesse: “sorry, it’s not allowed to take pictures or videotape”. É por isso que você vai reparar também que as fotos desse post não estão das melhores, pois muitas foram tiradas às escondidas, ups. Então vamos lá: o Whole Foods, rede de supermercados que só vende produtos sustentáveis, leia-se orgânicos, naturais e éticos, era um dos meus primeiros “pontos turísticos” na cidade. Uma amiga que me acompanhava não entendia minha ansiedade para entrar na primeira loja da marca que aparecesse na minha frente. Dizia: “Mas é um supermercado normal”. E é por isso mesmo que é sensacional. Um supermercado aparentemente como todos os outros: vende alimentos frescos, processados produtos de limpeza etc. Mas aqui tudo é comprometido com o meio ambiente. A primeira loja em que entrei fica na praça Columbus Circle. Me surpreendi com o tamanho (é bem maior que um Pão de Açúcar padrão daqui, por exemplo) e com a bela apresentação dos produtos.

O mercado nos recebe com uma seção de flores locais, orgânicas e até certificadas (nos EUA existe uma certificação para flores que assegura a produção sustentável, a Veriflora Certified Flowers).

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