Visitinha (verde) ao Rio Grande do Sul – parte 2
quinta-feira, junho 4, 2009 por Priscilla Santos
Foi numa tarde bem fria e cinza, céu coberto de neblina, que cheguei à Antônio Prado, cidadezinha a cerca de 180 km de Porto Alegre que coleciona dois belos títulos: maior colônia italiana do Brasil (92% de sua população é descendente imigrantes da região do Veneto) e uma das poucas Città Slow de nosso país. O casario colonial, que inclui 48 edificações tombadas pelo IPHAN, se mostra logo que passamos o pórtico de entrada da cidadela. Mas o que não está no folder de atrações turísticas e vale a pena conhecer são duas lojinhas de alimentos ecológicos produzidos localmente. A primeira delas é a Casa Natural, mercearia que a Jane (de vermelho) e seu marido tocam juntos (aliás, a maior parte dos negócios e produções rurais em Antônio Prado são fruto da parceria entre marido e mulher). Logo ao entrar na loja, me deparo com a banca de frutas, legumes e verduras orgânicos a granel (coisa que, em São Paulo, só se vê em feira, jamais em empórios e muito menos em mercados). A casa, que começou vendendo somente alimentos orgânicos, tornou-se menos radical por questão de sobrevivência. Hoje, há espaço também para massas, pães e biscoitos integrais. “Mas frutas, legumes e verduras é só orgânico”, frisa Jane. Um pequeno lance de escadas leva à lanchonete, onde são servidos bolos, tortas, pães, pastel de forno…

Além da loja, a Jane e o marido também possuem uma pequena agroindústria, a do Sítio Palmará, que produz suco de uva e de amora (trouxe um para casa, mais um suco que é pura fruta. Vem até com sementinhas!). “De janeiro a março, época da safra, contraramos diaristas para nos ajudar. Depois somos só nós dois. Engarrafamos o suco e o vendemos ao longo do ano”, explica Jane.
Cooperativa Aecia

O segundo lugar de que vou falar não é bem uma loja, mas um depósito da Cooperativa Aecia que, na minha modesta opinião, produz o melhor suco de uva do país. Foi então com alegria que conheci a sede da cooperativa, que reúne mais de 20 famílias da região. Funciona assim: cada família produz as próprias uvas. Depois, elas são processadas em 3 agroindústrias, também familiares, e todos se unem na comercialização. São cerca de 100 mil litros de suco de uva a cada ano. Além dos sucos tintos (uvas Isabel e Bordô) e claros (uvas Niágara branca e rosada), a cooperativa faz molhos, doces, néctars e conservas.
NIlson, exímio representante da Cooperativa Aecia, posa ao lado dos sucos de uva mais gostosos do Brasil. Hummm…
Serviço: sede da Cooperativa Aecia. Rua Dr. Oswaldo Hampe, 704. (54) 3293-3112 e aecia@nol.com.br. De segunda a sexta, de 8h às 11h30 e das 13h30 às 18h. (vai no fim de semana? Ligue antes e fale com a Eneida que ela abre especialmente a casa). Casa Natural. Av. Valdomiro Bochese, 710. De segunda a sexta, das 7h30 às 19h, sábado, das 7h30 às 12h.
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agosto 25th, 2009 at 4:18 pm
Boa tarde!
Gostaria de saber como posso entrar em contato com os produtores de vinho tinto do sítio Palmará. Utilizo os produtos ininterruptamente. Acontece que a loja onde compro informou que acabou o vinho e que só mandará buscar quando o estoque de suco acabar porque o frete fica caro. Gostaria de saber se tem como a venda ser feita direto comigo.
Aguardo um contato. Obrigada