Fernando de Noronha: lixo e geração de energia

quinta-feira, janeiro 7, 2010 por Priscilla Santos

Em Noronha, a água usada nas casas e pousadas é toda proveniente da dessanilização de água do mar. O que faz com que o racionamento seja propagado aos quatro ventos. Todo o lixo gerado na ilha é reciclado. Há lixeiras de coleta seletiva espalhadas por todo canto – das praias às ruazinhas das vilas. O vidro é triturado, transformado em areia e doado à população para ser usado em construções e reformas (que precisam de aprovação da administração da ilha para acotecerem, o que não é nada fácil de conseguir). Papel, plástico e cia vão para a indústria da reciclagem em Recife. Surpresa: o lixo orgânico é 100% compostado (inclusive, tive a experiência de passar mais de uma vez em frente ao centro de compostagem, facilmente identificado pelo cheirinho), vira adubo, doado para o plantio na época de chuva. Já a energia elétrica decepciona. Vem de uma termoelétrica local que utiliza biodiesel. Mas preste atenção na foto acima. No canto direito, ao fundo, você pode ver uma turbina eólica quebrada. Um guia turístico me conta que até cerca de um ano atrás, 10% da eletricidade da ilha vinha do moinho doado pelo governo dinamarquês e avaliado em nada menos que 10 milhões de euros. A história que ele conta é que, sabe se lá porque, um funcionário da companhia energética pernambucana mandou desligar o moinho em uma época em que tradicionalmente Noronha é atingida por raios e trovões. Resultado: um raio atingiu o moinho e o danificou (duas pás quebraram). O moinho nunca foi (e, pelo preço, nem deve ser) reparado.

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Postado em Passeio, Reciclagem, Serviços Públicos | 1 Comentário »

One Response to “Fernando de Noronha: lixo e geração de energia”

  1. Nighto Says:

    Caramba, que coisa. Em fortaleza tem tantos moinhos, não vejo porque lá não poderia ter também…

    []s

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