A verdadeira história do Critical Mass

terça-feira, março 9, 2010 por Priscilla Santos

Você deve conhecer a Bicicletada, pedalada que acontece toda última sexta-feira do mês, com saída na hora do rush da Praça do Ciclista, próxima à Paulista com Consolação. Pois é. O passeio de bike auto-organizado, sem líderes e roteiros pré-definidos, acontece no mesmo dia (desconte aí os fuso-horários) em mais de 200 cidades do mundo e começou em 1992 em San Francisco, onde é conhecido como Critical Mass. Quem estava lá no meio da gestão dessa história é Chris Carlsson. O cartão de visitas diz que Chris é escritor, historiador, designer e outras coisas mais. Eu o enxerguei como um ativista urbano com backgroud dos melhores nos EUA – Chris nasceu em Nova York, cresceu em Chicago e fez a vida em San Francisco. Entre seus vários “trabalhos” – coisas que ele não faz por dinheiro, mas por crença – estão passeios a pé e de bike por sua cidade. Conheci o Chris por intermédio de uma amiga, a Tati, que conviveu bastante com ele durante o ano sabático dela.  Fomos a um pico no meio da cidade de onde se tem uma vista de quase 360 graus de SAn Francisco – inclusive do que turistas, como eu, não veem. Foi nesse pano de fundo que gravei esse vídeo em que Chris conta de forma nada institucionalizada e sem meias-palavras como surgiu o Critical Mass, as transformações pelas quais o movimento passou e comenta as perseguições policiais, que voltaram à tona agora (aqui você econtra matérias da TV local sobre isso). Tudo isso intercalado com cenas da pedalada de fevereiro em San Francisco, de que participei. Dá uma olhada.

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San Francisco eco-comunitária em 4 vídeos

segunda-feira, março 8, 2010 por Priscilla Santos

Minha ausência nas últimas semanas teve um bom motivo. Estive na Califórnia passeando e conhecendo iniciativas super avançadas em sustentabilidade. A Marcia esteve lá no ano passado e já mostrou várias coisas bacanas em um especial aqui no blog. Essa semana vou postar um vídeo por dia, até quinta-feira, com um foco bem específico: trabalhos coletivos, comunitários e braçais, bem na linha do DYI ou “faça você mesmo”. O que mais me impressionou foi isso: menor impacto ao meio ambiente é básico, todo mundo já vive nesse caminho. O bacana é que há diversas ações de esforço coletivo. O senso de pertencimento à comunidade e o voluntariado estão fortes por lá, em iniciativas como as que vou mostrar aqui. A primeira delas é o Haye Valley Farm, uma fazenda urbana no meio da cidade. A prefeitura procurou uns caras que manjavam de hortas urbanas para montar um projeto no local. Estive lá numa quinta-feira à tarde – e veja quantos voluntários estavam lá! Cheguei meio tímida e o David (que você vai conhecer no vídeo) nem titubeou: se apresentou e lançou a pergunta que era quase uma afirmativa: “veio se juntar à nós hoje?” Afinal, por que mais eu estaria ali? Respondi: “yes”, ainda meio sem saber o que fazer. Mas é bem simples: pegar as ferramentas disponíveis e trabalhar. É trabalho mesmo. Claro que rola conversa, interação. Mas ninguém estava preocupado em saber de onde eu vinha, como os tinha encontrado. Eram dois braços a mais e isso era o que valia. Só descobriram que eu era uma brasileira em férias bem no finalzinho e agradeceram por eu ter ido ajudá-los. Trabalhei por 2 horas aquela tarde. Foi uma experiência bem legal que me rendeu uma bela dor nas costas no dia seguinte e me colocou num raro contato com o mundo tangível. Ah, a trilha sonora do vídeo é uma música que gravei num farm market em Santa Cruz, no litoral californiano, onde tocava uma bandinha bem divertida.

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Imazon – monitora desmatamento por satélite

quinta-feira, março 4, 2010 por Marcia Bindo

Vocês já ouviram falar da Imazon? Pois esta é uma entrevista que fiz com o pesquisador Beto Veríssimo, um dos maiores conhecedores da Amazônia, coordenador do Imazon, o instituto que monitora o desmatamento da floresta por satélite. Sempre fiquei muito impressionada com o trabalho sério e dedicado dele e de sua equipe. Em janeiro pude conhecer de perto o escritório da Imazon, que  fica em Belém do Pará. Aqui, ele conta e mostra um pouquinho do seu trabalho.

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Praia na praça!

sexta-feira, fevereiro 26, 2010 por Marcia Bindo


Nesses dias abafados dá muita vontade de puxar a canga, abrir o guarda-sol, pegar um ótimo livro e curtir os momentos deliciosos de veraneio. Aí vem a dura realidade dos paulistanos: não temos praia, não temos áreas públicas para banho de sol, nenhum lugarzinho para abrir a esteira com os amigos. Então por que não fazer como os europeus, que em seu curto verão invadem praças e áreas verdes públicas para curtir uma prainha na cidade? Essa é a sacada do  pessoal do Movimento Boa Praça, que está organizando neste domingo um PicNic em que todos da vizinhança estão convidados a comparecer com seus trajes de banho, levar beliscos e bebidas, jogos de praia. Vai ter piscininhas para as crianças, som ao vivo e até um chuveirão para todos se refrescarem. Não é genial? Copie essa ideia pelas praças do seu entorno, sem vergonha de curtir um espaço que, afinal, é de todos nós. Serviço: Dia 28/02, das 10 às 15 horas. Praça Amadeu Decome (o mirante da Lapa), Rua Cerro Corá, esquina com Heitor Penteado.

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Lançamento Guia de Parques de SP

quinta-feira, fevereiro 25, 2010 por Marcia Bindo

Você sabia que existem quase 50 parques municipais em São Paulo? Não? Então tá na hora de conhecer mais a cidade. Neste sábado a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente lança a segunda edição do Guia de Parques Municipais de São Paulo, de manhã no Parque Buenos Aires, onde haverá distribuição dos livros. A tiragem é limitada e quem comparecer ao evento levará um exemplar para casa. O livro, de 193 páginas, é ilustrado com fotos, mapas e traz informações sobre fauna, flora e infraestrutura  de cada área. Após o lançamento, o Guia também estará online no site da Secretaria. A primeira edição do Guia dos Parques foi lançada em 2007, com informações sobre 32 parques municipais. A nova edição tem 58 parques e destaca importantes conjuntos de parques que estão sendo implantados para preservar os mananciais de São Paulo na região da orla da Guarapiranga e na borda da Cantareira. Outra novidade desta edição do guia é a informação sobre as linhas de ônibus que circulam proximamente aos parques, para facilitar o acesso. Além de contribuir para o paulistano conhecer mais os parques da cidade, o guia é um registro da expansão destas áreas verdes nos últimos anos. Serviço: Lançamento do Guia dos Parques vol. 2. Data: 27 de fevereiro Horário: 10h Local: Av. Angélica, s/n (altura do n°1500) – Higienópolis – Parque Buenos Aires

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Vai um expresso do bem, por favor?

segunda-feira, fevereiro 22, 2010 por Marcia Bindo


Essa é uma notícia para ler apreciando um cafezinho. É que a marca Café do Ponto, pioneira na abertura de lojas exclusivamente especializadas em café, está lançando um projeto de neutralização de carbono em suas cafeterias e em toda a cadeia de produção dos grãos que são oferecidos aos consumidores. O projeto vai monitorar, pelos próximos dois anos, a emissão de gases do efeito estufa (GEE) decorrente de todas as atividades da marca desde o plantio do café até sua comercialização nas cafeterias. O projeto abrange todas as operações das cafeterias Café do Ponto e o produto ícone da campanha: o Café do Ponto Safra Social, um café torrado e moído que é comercializado no varejo embalado em embalagem de papel cartão 100% reciclado e levará informações sobre o projeto no verso. A empresa se responsabilizou pelo plantio de aproximadamente 7 mil mudas de árvores em uma área de 4,6 hectares.

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Espaço Eco abre na Vila Madalena

quarta-feira, fevereiro 10, 2010 por Priscilla Santos

Uma das melhores formas de descobrir novidades aqui para esse Guia é por acaso. Como aconteceu mais uma vez. Dia desses, passando pela rua Purpurina, na Vila Madalena, deparei-me com o Espaço Eco, nova loja de produtos sustentáveis. Era o sonho de Luciana, que convenceu a mãe, Mônica, a entrar na empreitada. A loja comercializa roupas de tecidos naturais e orgânicos de marcas como a reserva Natural (sucesso nesse blog), Natural Fashion (cooperativa do Nordeste brasileiro que trabalha com algodão que já nasce colorido) e Camiseta PET (que faz camisetas com fios de PET reciclada). Há também uma linha de cadernos e afins com papel reciclado, da Arte Gaia e Núcleo Arte e Papel. Na simpática botica (foto abaixo), cosméticos naturais. Mãe e filha me contaram que logo depois do carnaval vem o gran-finale da inauguração do espaço: o café. Além do cafezinho orgânico, elas irão servir saladas e acepipes. No cardápio virá escrito que ingredientes são orgânicos em cada um dos pratos. Para o meio do ano, as duas querem inaugurar o café-da-manhã colonial aos fins de semana – pois o café vai funcionar de domingo a domingo. Serviço: r. Purpurina, 258. De segunda a sábado, das 10h às 18h30

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Transforme o lixo caseiro em adubo!

segunda-feira, fevereiro 1, 2010 por Marcia Bindo

Eu cultivo minhocas. Eu sei, pode parecer meio estranho, para alguns até nojento. Mas elas são ótimas, comem meu lixo orgânico – resto de comida, talos de verduras, legumes, cascas de frutas – e depois fazem cocô húmus, que é um baita adubo (e até caro se você for comprar em lojas) que eu uso para fertilizar meus canteiros e mini-horta. Para quem mora em casa e tem um pedaço de terra vale muito a pena. Eu comprei  o Minhocário (essa peça de plástico com três gavetas) na Minhocasa, o kit vem com o compartimento do meio com terra e algumas minhocas. Conforme você vai colocando o lixo orgânico elas vão se multiplicando (vocês já devem saber que minhocas são seres bissexuais, então se proliferam a valer).  Claro que dá um certo trabalho, você tem que misturar os restos orgânicos com um pouco de folhas secas do jardim ou ainda pedaços de jornais. As minhocas adoram tudo isso. Com o tempo elas vão ocupando a gaveta de cima (tem uns buraquinhos para elas passarem). E a gaveta de baixo fica o xurume, o liquido que é gerado na decomposição desses materiais, é só abrir a torneira e pegá-lo para usar também como fertilizante – o vídeo acima explica tudo direitinho). Gente, é até divertido e eu juro, não tem cheiro ruim, isso é mesmo impressionante. Agora, se você decidir saiba que tem que botar a mão na terra, cuidar do jardim – e não esquecer de alimentar a minhocada. Serviço: O pessoal do Minhocasa é de Brasília, mas eles vendem pela internet – minhocasa@gmail.com

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Conversa de ônibus

sábado, janeiro 30, 2010 por Priscilla Santos

Há cerca de um ano e meio tenho uma bicicleta dobrável. Se estou de bike e chove, pego um táxi e a coloco no porta-malas. Essa semana resolvi pela primeira vez dobrar a bike e pegar um ônibus – sempre achei que seria trabalho demais, onde colocaria a bicicleta? Como faria para sentar e segurar a bike ao mesmo tempo, sem atrapalhar a passagem? Eis que na quarta-feira resolvi fazer a primeira experiência, que foi muito bem-sucedida. Como só passo 10 minutos dentro do ônibus, é tranquilo. Tenho que entrar com a bike e ficar ali ao lado do motorista – único lugar em que cabe a magrela sem atrapalhar o fluxo – durante todo o trajeto. Entrar em um ônibus com uma bicicleta dobrável é gerador de assunto instantâneo. Logo o motorista já olha de lado, solta uma pergunta. Reproduzo abaixo o diálogo de quinta-feira – uma pequena demonstração de mais uma das habilidades da bike, a de socializar. Afinal, era uma história com bicicleta o que eu e aquele motorista (esse aí na foto) tínhamos em comum. Ah, imagine que tudo que o motorista dizia saía com sotaque baiano.

Ele -  Essa bicicleta é daquelas normais?

Eu – É sim, só a roda é menor

Ele – Eu andava muito era disso aí, nos idos, lá no interior. O caminho era assim ó: subia um pouquinho e depois descia, descia, aí subia mais um puquinho e descia. Delícia. Eu tinha um farol que os carros até saíam quando eu passava de tão potente. É um farol assim grande, muito raramente passa alguém com um assim. Eu usava um dínamo, enquanto pedalava carregava a bateria das luzinhas. Quando eu parava, as luzinhas apagavam.

Eu – Ah, é? Lá no interior da Bahia há um tempão atrás já tinha dínamo? (penso comigo: e nós achando que isso era uma revolução de agora, quem diria, pura sabedoria popular).

Ele -  Tinha sim. Já vinha na bicicleta. Agora é que virou demodé. Mas se você for numa loja dessas que têm um monte de equipamentos ainda acha.

Eu – E onde é esse interior?

Ele – É Serrinha, na Bahia. Perto de Aparecida.

Eu – E você não tem vontade de voltar para lá não?

Ele – Ah, você sabe como é. São Paulo é que nem Nova York, Paris, muita versatilidade.

Dou sinal para descer no próximo ponto.

Eu – Qual é seu nome?

Ele – Aqui na linha, me chamam de Jesus.

Eu – E qual é seu nome mesmo?

Ele – É Messias.

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Mostra Paperpack abre amanhã na Cartel 011

sexta-feira, janeiro 29, 2010 por Priscilla Santos

Amanhã a partir das 16h acontece a abertura da mostra Paperpack na Cartel 011, espaço de exposições encontros e eventos em Pinheiros – ou, como eles se auto-definem, um “recipiente multidisciplinar” para promover a expressão plural no âmbito das artes, design, arquitetura/ decoração, tecnologia, moda, fotografia, música, comunicação e gastronomia. A mostra reflete sobre as formas de reciclagem do papel e sua função na sociedade a partir da exploração artística dessa matéria-prima tão comum em nosso cotidiano. Estarão à mostra mini-esculturas de Bruno Honda e Carlo Giovani. Bruno (de quem já falamos aqui) reaproveita embalagens usadas, como tubos de papel higiênico e caixas de eletrodomésticos para criar suas “pessoinhas retrorrecicladas”, como ele diz. Já Carlo Giovani usa o papel como estrutura para objetos e personagens tridimensionais (foi ele quem fez um elefante de papel reciclado para uma nota que fiz para a revista Vida Simples, sobre papel feito a partir de fibras encontradas na caca de elefantes, na Tailândia, dá uma olhada aqui). A mostra é uma parceria entre a Cartel 011, a Mojo Design e o Projeto Cabine de lançamento de novos artistas. A abertura vai ser em clima de festa, com os DJs Cabine DJs (Beta Harada, Gui Simas e Marcus Ferrer), Rosana Rodini, Chantal e Roque Castro. A foto acima é de trabalhos de Carlo Giovani, a debaixo é de Bruno Honda.

Sábado, 30 de janeiro, das 16h às 22h. Rua Artur de Azevedo, 517.  (11) 3081-4171. Visitação até 20 de fevereiro (exceto carnaval), de segunda a sábado, das 10h às 21h.

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