A modista: faça roupas como antigamente
quinta-feira, junho 10, 2010 por Priscilla SantosSempre falamos em reciclar e reaproveitar as coisas. Mas, antes disso, temos que lembrar de aproveitar as coisas. Fazê-las durar muito, usar até o último minuto. Pensei nisso ao conhecer o ateliê A Modista, no Jardins. Num espaço não muito grande, mas para lá de gracioso, com seu chão de taco (que está sendo aproveitado há muitos anos) e decoração floral ao fundo, funciona como loja e ateliê de costura – que é a parte que mais me interessou. A Gisele, essa aí na foto, é uma das “modistas” da casa. Fui até lá porque queria fazer um vestido. E vivi um pouquinho do prazer que nossas mães, tias e avós experimentavam no tempo em que era comum fazer roupa na costureira. Até aprendi um pouco sobre tecidos, onde encontrá-los, tipos de roda de saia…Nesse mundo de pronta-entrega e de industrialização chinesa em que vivemos, não há como fugir do clichê: não se faz mais coisas como antigamente. É tudo tão descartável e de qualidade ruim, que não consegue ir durar nem até o próximo Natal. Ao buscar tecidos, percebi que os fabricantes brasileiros praticamente foram extintos pelo chineses . E junto com isso, quase sumiu uma profissão: a daquele vendedor de tecido que sabe tuuuudo, inclusive costurar. Fiquei feliz de encontrar alguns remanescentes. Geralmente, senhores (inexplicavelmente, há mais homens do que mulheres nesse ramo). Há anos na profissão, já trabalharam em muitas lojas tradicionais que hoje não existem mais. Então vamos valorizar as que ainda está de pé. Fazer roupa em costureira e usá-las por anos a fio – como faço com o vestido da época de formatura de minha mãe, que ainda está todo lindo. Serviço: A Modista, Alameda Tietê, 565. (11) 3571-2912.
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